Milho irrigado: os desafios do plantio e do manejo da irrigação

Fonte: Unsplash

O milho é a segunda maior cultura de produção agrícola no Brasil, ficando atrás apenas da soja. Assim, a importância econômica do cultivo do milho está em suas diversas formas de utilização, que vão desde a alimentação animal até a indústria de alta tecnologia.

Atualmente, o Brasil é o segundo maior exportador mundial de milho, atrás apenas dos Estados Unidos. Entretanto, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o milho cultivado na segunda safra de 2021 sofrerá uma queda de 15% se comparada com a safra de 2020.

Em síntese, essa baixa produtividade se deve, principalmente, à baixa disponibilidade hídrica para a cultura, seja ao longo do ciclo ou no período crítico (estágio reprodutivo).

Por isso, a irrigação na cultura do milho em segunda safra é uma ótima alternativa para quem quer garantir uma boa produtividade, a melhoria da qualidade do produto e a redução do risco de perdas na produção.

Contudo, o milho irrigado também reserva seus desafios para o produtor. É por isso que, nessa postagem, iremos abordar tudo o que você precisa saber para que esse cultivo seja próspero.

 

O cultivo do milho no Brasil

 

Originário da atual região do México, o milho foi a base da alimentação de inúmeros povos americanos desde 5.000 a.C. 

Hoje, da mesma forma, é cultivado em todas as regiões do Brasil, sendo uma cultura com grande versatilidade de utilização, servindo de componente para a alimentação humana e animal.

Assim, na maior parte das regiões em que ocorre o cultivo de milho é possível realizá-lo em duas safras anuais

Entretanto, nos últimos anos, com a ascensão da cultura da soja, a época de semeadura do milho veio se alterando. O milho de primeira safra vem sendo substituído pela soja, em decorrência da atratividade dos preços dessa cultura. 

Já o cultivo em segunda safra vem aumentando, tornando-se a principal fonte de suprimento de milho para o mercado nacional e internacional.

Figura 1: Histórico da área de milho no Brasil dividido em primeira e segunda safra. Fonte: Adaptado de Conab.

Dentre os estados do Brasil com maior produção de milho destaca-se o Mato Grosso (MT),  no qual, o plantio irrigado cresceu mais de 200% entre 2010 e 2019. 

Na safra 2018/2019, o MT colheu quase 30 milhões de toneladas, representando mais de 31% de toda a produção nacional (Conab, 2019). 

No mesmo levantamento, ainda foram revelados que o rendimento médio no MT e no Brasil foi 6,1 e 5,4 toneladas por hectare.

 

Por que investir no milho irrigado?

 

Primordialmente, buscando melhorar o manejo da cultura do milho e evitar a redução da produtividade por conta da estiagem, os produtores têm adotado a utilização da irrigação. 

Devido a amplitude e a diversidade do nosso território nacional, podemos observar diferentes climas e biomas. Assim, esses fatores influenciam diretamente nos regimes de chuva e, consequentemente, na disponibilidade de água. 

Por exemplo: em regiões mais quentes e secas, a necessidade de irrigação aumenta em relação às regiões úmidas. 

Porém, a má distribuição das chuvas também pode fazer com que, mesmo as regiões que possuem índices pluviométricos expressivos, sofram com a estiagem.

Figura 2: Atlas Pluviométrico do Brasil. Fonte: Adaptado de Serviço Geológico do Brasil.

É por isso que a irrigação se torna indispensável para o cultivo próspero do milho.

Um estudo publicado na Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambiental aponta que uma estiagem prolongada antes da polinização pode significar uma queda de 50% na produção. 

Da mesma forma, dois dias de estresse hídrico no florescimento diminuem o rendimento em aproximadamente 20%. De quatro a oito dias, mais de 50%.

Além de ajudar a enfrentar os danos causados pela estiagem, a irrigação fornece outras vantagens ao cultivo do milho. Confira abaixo:

 

Aumento da produtividade

 

De acordo com dados da Emater-RS, lavouras convencionais de milho têm produtividade média de 95 sacas por hectare. As áreas irrigadas, por sua vez, podem atingir mais de 200 sacas por hectare.

 

Melhoria na qualidade do produto

 

Possuir um sistema de irrigação faz com que cerca de 60% da água seja contida pelo solo. Essa quantidade é suficiente para o ciclo de desenvolvimento do milho, garantindo uma boa qualidade do produto final.

 

Diminuição do risco de perdas

 

Um fenômeno que gera grande preocupação dos agricultores, especialmente na região dos cerrados, é a ocorrência de períodos secos, em meio a estação chuvosa, que prejudicam a safra. Nesse contexto, mesmo que subutilizado durante o período chuvoso das safras, o sistema de irrigação é crucial para minimizar as perdas e assim, garantir uma boa colheita.

 

Quais são os primeiros passos para irrigar?

 

Acima de tudo, antes de adquirir qualquer equipamento ou estrutura para irrigação, é preciso verificar se há condições de instalar um sistema no local. 

Muitas vezes, o desejo pela irrigação aumenta durante o período de seca, que favorece quedas ou perdas da produção, e o produtor tem pressa em resolver o problema.

Por isso, antes de realizar a aquisição dos equipamentos de irrigação, deve-se realizar um estudo sobre a viabilidade de complementar a necessidade hídrica da cultura através de irrigação para a região, além de garantir a disponibilidade hídrica, tanto em quantidade como em qualidade.

Em seguida, é preciso escolher qual é o método de irrigação mais adequado para o seu caso. 

Com o passar dos anos, diversos métodos de irrigação foram criados, como: aspersão, superfície e localizada. Esses dois últimos, embora sejam eficientes, dificilmente podem ser manejados para grandes quantidades de área. Leia abaixo sobre cada um deles:

 

Irrigação por superfície

 

Consiste na distribuição da água por gravidade através da superfície, ou seja: a água é depositada diretamente no solo.

 

Irrigação localizada

 

A água é aplicada em apenas uma fração do sistema radicular das plantas através de emissores pontuais (gotejadores), lineares ou superficiais.

 

Irrigação por aspersão

 

Consiste no lançamento de jatos de água no ar, que caem sobre a cultura em forma de precipitação, possibilitando abranger uma maior área. Uma das formas de utilizar a aspersão como irrigação é com o auxílio de um pivô central. O método consiste em um tubo longo, repleto de aspersores, que gira em torno do eixo. Diferente dos demais sistemas, cada pivô pode abranger até mais de 300 hectares

 

O manejo da irrigação do milho

 

Mas, para obter bons resultados, não basta apenas irrigar: é preciso manejar o sistema com eficiência e qualidade – sendo esse um dos maiores desafios do produtor atualmente.

Assim, dois fatores muito importantes precisam ser levados em consideração na hora de irrigar: quando e quanto. O momento da aplicação e o volume de água a ser aplicada são critérios que podem determinar a rentabilidade da lavoura na safra. 

No caso do milho, o consumo de água na fase vegetativa, mesmo em climas quentes e secos, fica próximo aos 2,5 mm diários. Já no estádio reprodutivo, desde o embonecamento até a maturação, a demanda pode crescer mais de 200% e alcançar níveis entre 5 e 10 mm/dia.

O período de transição entre os estágios vegetativo e reprodutivo (pendoamento ou embonecamento) é o mais delicado, pois nesse período  a espiga está sendo formada. Um déficit hídrico nesse estágio pode reduzir a produtividade drasticamente.

Sendo assim, observa-se que independentemente da fase, o fornecimento de água preciso e controlado é fundamental para o desenvolvimento da cultura.

 

Como saber quando e quanto irrigar?

 

Tecnologias com o objetivo de auxiliar o produtor no cultivo de alimentos são constantemente desenvolvidas no Brasil e no mundo. 

Assim, elas vêm como uma importante aliada não apenas para ajudar a suprir a demanda por maiores produções, mas também para otimizar rendimentos, além de garantir maior segurança nas operações.

No manejo de irrigação do milho e das demais culturas, o nível de água no solo é um dos principais parâmetros para saber quando e quanto irrigar.

Ela pode ser mensurada através de métodos diretos ou indiretos que variam em função de preço, tempo de leitura e precisão das mensurações. Veja abaixo as diferentes tecnologias existentes capazes de monitorar a umidade do solo:

 

Tensiômetro

 

O tensiômetro é uma ferramenta usada para medir a tensão com que a água é retida pelas partículas do solo, também conhecido como potencial matricial. Quanto mais seco estiver o solo, maior a dificuldade a planta tem de absorver água, ou seja, maior será a tensão indicada pelo manômetro e vice-versa.

 

Sonda de nêutrons

 

Funciona em solos mais secos, onde os tensiômetros não podem ser utilizados. Embora seja muito prática por medir a umidade sem deformar a amostra do solo, a sonda de nêutrons tem sido pouco utilizada. Isso porque a sua fonte radioativa pode ser prejudicial à saúde.

 

Sensores FDR e TDR

 

Os sensores de reflectometria são os métodos mais apropriados para quem busca praticidade e precisão na tomada de decisão sobre quando e quanto irrigar. São tecnologias que fornecem leituras precisas, rápidas e em diferentes profundidades, em um processo automatizado com medições em tempo real.

 

O sistema Raks de monitoramento da umidade do solo

 

Agora você já sabe a importância da irrigação para o milho, e como o fornecimento de água de maneira controlada e no tempo certo pode ser decisivo para a qualidade do produto.

Assim, quando aliada à tecnologia certa, a irrigação possibilita a redução de riscos, além de melhorias de produtividade e de utilização racional da água.

É por isso que a Raks oferece um sistema inteligente que permite que você, produtor, saiba com precisão quando e quanto irrigar sua lavoura.

Com sensores de desenvolvimento próprio que medem a umidade do solo, nosso sistema integra dados da planta, clima, solo e sistema de irrigação, auxiliando você na tomada de decisão. 

As medidas são apresentadas de forma simples, através de gráficos e tabelas, permitindo geração de relatórios e análises detalhadas.

E mais: os sensores Raks são os únicos que utilizam a tecnologia TDR e permitem que você, produtor, verifique em tempo real a umidade do solo. Essa possibilidade de monitoramento fornece segurança na hora de irrigar, fazendo com que a água seja bem aproveitada pelas plantas.

Assim, você vai assumir de uma vez por todas o controle do seu sistema de irrigação, produzindo mais com menos recursos.

Com o desenvolvimento nacional da tecnologia, nós aliamos duas coisas fundamentais para você: grande precisão e baixo custo

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