{"id":1800,"date":"2021-03-03T11:35:33","date_gmt":"2021-03-03T14:35:33","guid":{"rendered":"https:\/\/raks.com.br\/?p=1800"},"modified":"2021-03-03T11:35:34","modified_gmt":"2021-03-03T14:35:34","slug":"calendario-agricola-2021-regiao-nordeste","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/raks.com.br\/en\/calendario-agricola-2021-regiao-nordeste\/","title":{"rendered":"Calend\u00e1rio agr\u00edcola 2021 \u2013 Regi\u00e3o Nordeste"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>A produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os na safra 2020\/21 deve ser um novo recorde e superar os 257,7 milh\u00f5es de toneladas obtidos na safra anterior e alcan\u00e7ar a marca de 268,9 milh\u00f5es de toneladas, conforme a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p><em>Voc\u00ea vai ler sobre:<\/em><\/p>\n\n\n\n<ul><li><a href=\"#hist\u00f3rico\"><em>Hist\u00f3rico da produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os no Brasil;<\/em><\/a><\/li><li><a href=\"#regi\u00e3o\"><em>Crescimento e panorama da agricultura na regi\u00e3o Nordeste;<\/em><\/a><\/li><li><em><a href=\"#epoca\">\u00c9poca de plantio e colheita de gr\u00e3os na safra 2020\/21.<\/a><\/em><\/li><\/ul>\n\n\n\n<h2 id=\"hist\u00f3rico\">Hist\u00f3rico da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola no Brasil<\/h2>\n\n\n\n<p>A brilhante trajet\u00f3ria da agricultura brasileira \u00e9 resultado de uma combina\u00e7\u00e3o s\u00edncrona entre os fatores bi\u00f3ticos, abi\u00f3ticos e a tecnologia. Nosso pa\u00eds \u00e9 repleto de recursos naturais e possui amplas \u00e1reas pr\u00f3prias para a pr\u00e1tica agr\u00edcola, que s\u00e3o reguladas por temperaturas e luminosidade que favorecem o crescimento vegetal. Por\u00e9m, outro fator que possibilitou a produ\u00e7\u00e3o evoluir at\u00e9 o que hoje \u00e9 a agricultura do pa\u00eds, foram os investimentos realizados em pesquisas, que resultaram em tecnologias adequadas e inova\u00e7\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nos \u00faltimos 40 anos, a \u00e1rea plantada de gr\u00e3os cresceu cerca de 76% e essa expans\u00e3o veio acompanhada de aumentos na produ\u00e7\u00e3o e no rendimento (Figura 1). O Nordeste, nesse mesmo per\u00edodo, quintuplicou a produ\u00e7\u00e3o e atualmente, nessa regi\u00e3o, destaca-se o estado da Bahia que det\u00eam 44% da produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os (CONAB, 2020).<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/raks.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/image.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1801\" width=\"599\" height=\"371\"\/><figcaption><strong>Figura 1.<\/strong>\u00a0S\u00e9rie Hist\u00f3rica de \u00e1rea plantada e produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os no Brasil. Fonte: Adaptado de Embrapa (2017).<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<h2 id=\"regi\u00e3o\">Agricultura na regi\u00e3o Nordeste<\/h2>\n\n\n\n<p>A regi\u00e3o do Nordeste compreende nove estados e quatro \u2013 dos seis \u2013 biomas do Brasil (Figura 2) e decorrente das suas diferentes caracter\u00edsticas pode ser dividida em quatro sub-regi\u00f5es: meio-norte, sert\u00e3o, agreste e zona da mata (Figura 2).\u00a0<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/raks.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/image-3.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1818\" width=\"913\" height=\"573\" srcset=\"https:\/\/raks.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/image-3.png 716w, https:\/\/raks.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/image-3-300x188.png 300w, https:\/\/raks.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/image-3-16x10.png 16w\" sizes=\"(max-width: 913px) 100vw, 913px\" \/><figcaption><strong>Figura 2.<\/strong>\u00a0Biomas e sub-regi\u00f5es (1) meio-norte; (2) sert\u00e3o; (3) agreste; (4) zona da mata do Nordeste do Brasil. Fonte: Adaptado de Embrapa (2013).<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>A agricultura no Nordeste \u00e9 praticada, majoritariamente, no sert\u00e3o; sub-regi\u00e3o que \u00e9 regulada pelos dois biomas mais secos do pa\u00eds, sendo eles: o cerrado e a caatinga. As culturas na regi\u00e3o s\u00e3o muito variadas, tanto em diversidade de cultivo quanto no n\u00edvel de tecnologia empregada, como \u00e9 o caso dos piv\u00f4s centrais (Figura 3), que irrigam uma \u00e1rea superior a 220 mil hectares.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/raks.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/image-1.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1805\" width=\"606\" height=\"359\"\/><figcaption><strong>Figura 3.<\/strong>\u00a0Irriga\u00e7\u00e3o por piv\u00f4 central. Fonte: Revista Globo Rural (2019).<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>O crescimento incessante da agricultura nordestina se deve \u00e0s transforma\u00e7\u00f5es que os setores tradicionais do agroneg\u00f3cio da regi\u00e3o sofrem constantemente, e o resultado disso \u00e9 o sucesso e a boa inser\u00e7\u00e3o, tanto no mercado interno quanto no externo. O setor sucroalcooleiro (cana-de-a\u00e7\u00facar) que, por muitos anos foi o carro chefe, n\u00e3o apenas da regi\u00e3o, mas de todo o Brasil, atualmente passa por um processo de reestrutura\u00e7\u00e3o e aprimoramento imprescind\u00edvel.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A produ\u00e7\u00e3o de algod\u00e3o, por sua vez, ap\u00f3s um longo per\u00edodo de crise, voltou a ser uma cultura expressiva, de tal maneira que a regi\u00e3o, atualmente, ocupa o segundo posto na lista dos maiores produtores da fibra, no pa\u00eds. Ainda, a valoriza\u00e7\u00e3o das commodities a n\u00edvel internacional, incentivou as vendas de produtos que n\u00e3o se encontravam no cat\u00e1logo tradicional do mercado brasileiro, tais como fumo, a\u00e7\u00facar e cacau. Esse fato favoreceu a amplia\u00e7\u00e3o do invent\u00e1rio nacional de exporta\u00e7\u00e3o, a partir da inclus\u00e3o de frutas tropicais, uva e soja (SILVA, 2013).<\/p>\n\n\n\n<p>Outra regi\u00e3o que merece muito destaque compreende parcialmente quatro estados, sendo tr\u00eas deles nordestinos (Maranh\u00e3o, Bahia e Piau\u00ed) e um nortista (Tocantins). O Matopiba, como \u00e9 chamado, atualmente, \u00e9 uma das fronteiras agr\u00edcolas que est\u00e3o no topo da escala de produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os no Brasil e ainda tem potencial para crescer muito mais. Nesse territ\u00f3rio, nos \u00faltimos anos,&nbsp;&nbsp;os principais cultivos s\u00e3o as o milho e a soja. Isso se deve pelas caracter\u00edsticas favor\u00e1veis, especialmente, para a mecaniza\u00e7\u00e3o, &#8211; que inclui a prepara\u00e7\u00e3o e o manejo do solo -,&nbsp;&nbsp;que a regi\u00e3o apresenta. Al\u00e9m disso outras pr\u00e1ticas como a cotonicultura e a silvicultura podem trazer \u00f3timos rendimentos (EMBRAPA, 2014).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na safra 2019\/20 o Matopiba foi respons\u00e1vel por produzir 12 e 8% de toda a produ\u00e7\u00e3o nacional de soja e milho, respectivamente, somando mais de 23 milh\u00f5es de toneladas. O crescimento \u00e9 n\u00edtido, ainda mais quando se analisa a representatividade da regi\u00e3o a n\u00edvel nacional, pois a 30 anos atr\u00e1s os valores registrados de produ\u00e7\u00e3o eram de 2% para a soja e 5% para o milho (CONAB, 2020).<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"epoca\">\u00c9poca de plantio e colheita de gr\u00e3os na safra 2020\/21<\/h2>\n\n\n\n<p>Durante o ano todo, s\u00e3o praticadas atividades agr\u00edcolas no Brasil, sendo que cada regi\u00e3o, em fun\u00e7\u00e3o do clima, possui a \u00e9poca mais favor\u00e1vel para cada cultura. A melhor \u00e9poca de plantio, no Norte-Nordeste coincide com o per\u00edodo de in\u00edcio das chuvas. A previs\u00e3o para o t\u00e9rmino do plantio de soja, na regi\u00e3o, \u00e9 entre fevereiro e mar\u00e7o e\u00a0\u00a0o restante do ciclo da cultura se estende at\u00e9 a metade do ano. No caso do milho para primeira safra, a \u00e9poca de plantar se divide entre os \u00faltimos tr\u00eas meses do ano e a colheita ocorre entre mar\u00e7o e junho (Figura 4). Ainda, caso ocorra a segunda safra, o plantio \u00e9 feito logo ap\u00f3s a conclus\u00e3o da primeira safra e a colheita se estende at\u00e9 o m\u00eas de novembro.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/raks.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/image-2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1807\" width=\"616\" height=\"248\" srcset=\"https:\/\/raks.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/image-2.png 429w, https:\/\/raks.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/image-2-300x121.png 300w, https:\/\/raks.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/image-2-16x6.png 16w\" sizes=\"(max-width: 616px) 100vw, 616px\" \/><figcaption><strong>Figura 4.\u00a0<\/strong>Calend\u00e1rio de plantio e colheita de gr\u00e3os no Nordeste. Fonte: Adaptado de Companhia Nacional de Abastecimento (2020).<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>O agroneg\u00f3cio cresceu muito no Nordeste, nos \u00faltimos anos, como mencionado anteriormente, mas a Ag\u00eancia Nacional das \u00c1guas (ANA), estima que a \u00e1rea irrigada na regi\u00e3o, ainda, tem potencial para crescer mais de 10%, nos pr\u00f3ximos anos. A nova implementa\u00e7\u00e3o de sistemas, a utiliza\u00e7\u00e3o de tecnologias sustent\u00e1veis e o desenvolvimento constante de pesquisas, dever\u00e3o ser os fatores respons\u00e1veis pela prospera\u00e7\u00e3o da agricultura no semi\u00e1rido, visto que a escassez de \u00e1gua &#8211; tamb\u00e9m, em fun\u00e7\u00e3o do desperd\u00edcio &#8211; na regi\u00e3o, \u00e9 um problema que preocupa os agricultores todos os anos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, a prefer\u00eancia por tecnologias que s\u00e3o capazes de auxiliar o produtor rural a economizar \u00e1gua e vencer a estiagem economizando recursos, ou seja, gastando menos e, consequentemente, trazendo mais lucro, s\u00e3o indispens\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Autor<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Daniel Libardoni Adams<\/p>\n\n\n\n<p>Acad\u00eamico do curso de Agronomia da Universidade do Vale do Rio dos Sinos<\/p>\n\n\n\n<p>daniel@raks.com.br<\/p>\n\n\n\n<p><strong>REFER\u00caNCIAS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Companhia Nacional de Abastecimento \u2013 CONAB.&nbsp;<strong>Produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os da safra 2020\/21 segue como maior da hist\u00f3ria: 268,9 milh\u00f5es de toneladas.<\/strong>&nbsp;Bras\u00edlia, 10 de novembro de 2020. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/www.conab.gov.br\/ultimas-noticias\/3691-producao-de-graos-da-safra-2020-21-segue-como-maior-da-historia-268-9-milhoes-de-toneladas&gt;. Acesso: 8 jan. 2021.<\/p>\n\n\n\n<p>Companhia Nacional de Abastecimento &#8211; CONAB.&nbsp;<strong>Gr\u00e3os &#8211; Por Unidades da Federa\u00e7\u00e3o.<\/strong>&nbsp;Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/www.conab.gov.br\/info-agro\/safras\/serie-historica-das-safras&gt;. Acesso: 8 jan. 2021.<\/p>\n\n\n\n<p>Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria \u2013 EMBRAPA.\u00a0<strong>Matopiba: a nova fronteira agr\u00edcola do Brasil. <\/strong>Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/www.embrapa.br\/en\/busca-de-noticias\/-\/noticia\/1693292\/matopiba-a-nova-fronteira-agricola-do-brasil#:~:text=As%20 principais%20culturas%20s%C3%A3o%20as,Leandro%20Bortolon%2C%20pesquisador%20da%20Embrapa>. Acesso: 15 jan. 2021.<\/p>\n\n\n\n<p>SILVA, Pedro G.&nbsp;<strong>Cen\u00e1rio atual e perspectivas da agricultura no Nordeste.<\/strong>&nbsp;Embrapa Semi\u00e1rido, Petrolina, PE. p: 2-8.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os na safra 2020\/21 deve ser um novo recorde e superar os 257,7 milh\u00f5es de toneladas obtidos na safra anterior e alcan\u00e7ar a marca de 268,9 milh\u00f5es de toneladas, conforme a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).<\/p>","protected":false},"author":9,"featured_media":1829,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[12],"tags":[39,37,38],"yst_prominent_words":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/raks.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1800"}],"collection":[{"href":"https:\/\/raks.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/raks.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/raks.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/raks.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1800"}],"version-history":[{"count":10,"href":"https:\/\/raks.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1800\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1826,"href":"https:\/\/raks.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1800\/revisions\/1826"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/raks.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1829"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/raks.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1800"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/raks.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1800"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/raks.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1800"},{"taxonomy":"yst_prominent_words","embeddable":true,"href":"https:\/\/raks.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/yst_prominent_words?post=1800"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}